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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Desmoralizado, Eduardo se enfraquece para embaixada

Vera Magalhães

Os senadores acompanham entre perplexos e divertidos a guerra de listas no PSL da Câmara, vendo o filho do presidente da República, embaixador informal e candidato nunca efetivado a embaixador em Washington ser derrotado na bancada, mesmo com o pai como cabo eleitor explícito.

“Se não serve para líder de bancada, vai servir para principal embaixador do País? Se nem diplomacia interna sabe praticar, como vai representar os interesses do Brasil?”, questionou ao BRPolítico um senador antes disposto a chancelar a escolha de Eduardo Bolsonaro, pois entendia que seria grave o Senado impor essa derrota ao presidente.

Na bagunça do PSL, aliados de Bolsonaro chegaram a dizer que a embaixada ficaria em segundo plano, ante a mudança de rota para indicar Eduardo líder da bancada. O foco passou a ser a gestão do fundo partidário do PSL e do fundo eleitoral para a campanha a prefeitos no ano que vem –algo que continua nas mãos do desafeto Luciano Bivar.

Agora que a Mesa da Câmara frustrou, ao menos por ora, a troca da guarda na liderança, o plano Washington pode ser reativado, mas o fato é que Bolsonaro queimou cartuchos e provocou surpresa nos senadores. A oposição avalia que, agora, será mais fácil convencer indecisos da falta de preparo e de estofo do filho do presidente para a missão.