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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Dias rebate Damares: ‘No Piauí, segurança só entra numa casa para salvar vidas’

Alexandra Martins

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Na reunião ministerial do #22A, a ministra Damares Alves, dos Direitos Humanos, pede dinheiro e atenção do ministro Braga Netto a “questões de valores”, diz haver “contaminação criminosa” de índios em Roraima e Amazônia, “de propósito”, para colocar a conta “nas costas do presidente”, apresenta uma denúncia e ameaça governadores e prefeitos, bem longe daquela imagem infantil vista poucos dias atrás dela colocando máscara da Mulher Maravilha e Homem Aranha com o nariz de fora.

  • Damares denuncia:

“Eu tive que ir pra lá (não fica claro se para Roraima ou outro Estado amazônico) com o presidente da Funai e me reuni com generais da região e o superintendente da Polícia Federal, pra gente fazer uma ação ali meio que sigilosa, porque eles precisavam matar mais índio pra dizer que a nossa política não tava dando certo.”

  • Na sequência, responsabiliza governadores e prefeitos:

“Nunca ouve tanta violação de direitos no Brasil como neste período. Direitos fundamentais foram violados. No nosso “disque cem” tem mais de cinco mil registros, ministros, de violação de direitos humanos. Mas o senhor tem uma ministra de Direitos Humanos e uma equipe muito corajosa. São mais de cinco mil procedimentos e ações que estão sendo construídas. Governadores e prefeitos responderão processos”

“A pandemia vai passar, mas governadores e prefeitos responderão processos e nós vamos pedir inclusive a prisão de governadores e prefeitos. E nós tamo subindo o tom e discursos tão chegando. Nosso ministério vai começar a pegar pesado com governadores e prefeitos.”

  • Logo, demonstra preocupação com as políticas adotadas no Piauí, por  Wellington Dias:

“Se eles falavam que nós éramos violadores de direitos, eles estão, inclusive, o governador Wellington, agora, .i ontem, determinou que a polícia poderá entrar nas casas. Vocês não … imagi na o que ele vai fazer! Poderá entrar na ca … ”

  • Com toda serenidade, inclusive entregando a Deus para que cuide dela, Dias justifica a determinação:

“Na época, fizemos aqui um decreto que tinha como base a lei federal 13.979, era essa lei que exigia que os Estados… para ter acesso a recursos da área de emergências. A gente vivia uma situação de enchentes, e para atender os municípios, mandaram uma minuta, e eu assinei de boa-fé. A OAB nos alertou e imediatamente fiz a operação. No Piauí, a área da segurança só entra numa casa para salvar vidas”.