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por Marcelo de Moraes

Dias: ‘Voltamos ao eixo’, diz governador após reunião com Pazuello

Equipe BR Político

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O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), demonstrou otimismo após sair de reunião com outros governadores e o ministro Eduardo Pazuello (Saúde), nesta tarde de terça, 8. Segundo afirmou à imprensa na sequência do encontro, “voltamos ao eixo”.

Para Dias, os pontos positivos são que toda vacina demandada e comprada no Brasil será coordenada pelo Ministério da Saúde, e não por entes federativos separadamente, como ocorreu no caso do Estado de São Paulo, onde o governador João Doria (PSDB) anunciou o início do calendário de vacinação para 25 de janeiro. “É uma grande mudança”, disse.

Pazuello disse que “o PNI (Plano Nacional de Imunização) é nacional. Não pode ser paralelo. A gente tem que falar a mesma linguagem. Nós só temos um inimigo: o vírus. Temos que nos unir”.

Wellington Dias, governador do Piauí. Foto: Secom/PR

Também elencou como positiva a concordância de Pazuello com o que autoriza a Lei 13.979 de 2020 para a compra e distribuição de imunizantes que não tenham autorização da Anvisa, desde que registrados por pelo menos uma das seguintes autoridades sanitárias estrangeiras: EUA, União Europeia, Japão e China.

O governador também citou o “plano estratégico” do Ministério da Saúde que prevê a compra de 440 milhões de doses de vacina, independente do laboratório. “Essa era a principal cobrança dos Estados”, disse.

Como você leu mais cedo aqui no BRP, além de Dias, o governador Ronaldo Caiado (DEM) também é contra a ideia de Doria iniciar seu plano de vacinação contra o novo coronavírus a partir de 25 de janeiro, mesmo sem autorização ainda da Anvisa. “Não posso admitir que um prefeito do meu Estado tenha sido convidado para se cadastrar no governo de São Paulo para receber a vacina. Como pode São Paulo dizer que em 25 de janeiro inicia a vacinação e que quem for para São Paulo vai ser vacinado? Isso é um constrangimento para nós, governadores. Nós por acaso somos incompetentes? Essa situação é prerrogativa do Ministério da Saúde”, disparou Caiado.