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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Encontro realça diferenças entre presidenciáveis

Vera Magalhães

Um fórum realizado pela revista Exame nesta segunda-feira em São Paulo reuniu três potenciais presidenciáveis de 2022: o apresentador de TV Luciano Huck, o governador de São Paulo, João Doria Jr., e o governador do Rio, Wilson Witzel –o último aparece nesta lista mais por sugestão própria do que por articulação externa.

Luciano Huck, João Doria e Wilson Witzel, três potenciais presidenciáveis para 2022

Luciano Huck, João Doria e Wilson Witzel, três potenciais presidenciáveis para 2022. Fotos: Werther Santana/Estadão, TV Estadão, Wilton Júnior/Estadão

Dos três, Huck foi o único aplaudido de pé no evento. Ele adotou um discurso mais voltado para a questão social, como tem feito para se diferenciar das demais opções cogitadas ao centro. Escrevi a respeito disso na minha coluna na semana passada. “Não devemos resolver a desigualdade com um monte de gente branca e rica sentada na Faria Lima”, disse ele. Para Huck, o Brasil não tem mais mobilidade social. Além da temática mais voltada ao social e o linguajar mais informal, Huck também se diferenciou dos demais pelos trajes: manteve o jeans e a camisa sem gravata.

Doria elogiou a política econômica do ministro Paulo Guedes, mas criticou a ideia de criação de um imposto análogo à CPMF. “Não pergunte se sou a favor da CPMF, porque vai ouvir um sonoro ‘não'”, afirmou. Embora o governador não goste de comparações entre ele e Huck, também em seu caso foi mantida uma estratégia: se apresentar como uma opção mais moderada no linguajar e nos ritos a Jair Bolsonaro, mas dentro do mesmo espectro de centro-direita.