Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Dimas em apelo por registro: Coronavac é uma vacina mundial

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

Após o Instituto Butantan adiar a divulgação dos resultados de eficácia da vacina Coronavac para já submeter à Anvisa, até 23 de dezembro, os dados da análise final do estudo, e não da chamada análise interina, o diretor da instituição, Dimas Covas, reforçou nesta tarde de segunda, 14, a estratégia com o discurso de que o imunizante está numa cadeia de negócios mundial. “Não é uma vacina apenas para o Brasil, é para o mundo”, disse ele em coletiva.

Dimas Covas. Foto: Governo de SP

“Com isso (entrega dos resultados finais para pedir registro definitivo, e não emergencial da vacina), podemos solicitar à nossa Anvisa e ao órgão correspondente da China, não o uso da vacina, mas o registro do produto, que aí sim poderá ser disponibilizado pelos países que já encomendaram a vacina”, acrescentou.

Segundo ele, com o registro da Anvisa, o Instituto Butantan terá capacidade de fornecer meio bilhão de doses da vacina pelo mundo, incluindo o Brasil, países da América Latina, entre outros.

Estadão apurou que a decisão de adiamento foi tomada após os pesquisadores perceberem que o total de infectados no grupo de participantes havia crescido e ultrapassado a marca de 151 contaminações, número mínimo estabelecido no protocolo do estudo para a análise final de eficácia. Anteriormente, a análise seria feita com dados de pouco mais de 70 contaminados.

Mais cedo, Covas reconheceu que a estratégia pode pressionar mais a Anvisa. “Com a vacina sendo registrada em uma das grandes agências, como a europeia, chinesa, japonesa ou americana, a Anvisa pode autorizar o uso excepcional do produto. Foi uma estratégia que discutimos junto com a Sinovac e acho que isso vai, de fato, emitir uma agilidade maior, embora possa colocar alguma pressão em cima da Anvisa”, declarou.