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por Marcelo de Moraes

Dino quer que STF permita compra de vacinas sem aval da Anvisa

Cassia Miranda

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Na corrida política pela vacina, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), lançou mão de uma estratégia que ignora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O potencial candidato em chapa presidencial na eleição de 2022 pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) permita a aquisição de vacinas contra a covid-19 que tenham sido aprovadas por agências internacionais, sem a necessidade de aguardar parecer da Anvisa.

O governador do Maranhão, Flávio Dino

O governador do Maranhão, Flávio Dino Foto: Werther Santana/Estadão

“Com isso, Estados poderão atuar, se governo federal não quiser”, defende Dino.

A medida poderia acelerar a compra e aplicação dos imunizantes por parte dos Estados. No Reino Unido, por exemplo, a vacina da Pfizer produzida pela BioNtech já foi autorizada e a campanha de vacinação iniciada hoje. Nos EUA, além da Pfizer, a Moderna também já solicitou registro ao Food and Drug Administration (FDA), responsável pela regulação de medicamentos no país.

A previsão do Ministério da Saúde é que a vacinação do Brasil comece só em março. Em São Paulo, o governo estadual anunciou na última segunda que a população será vacinada já a partir de janeiro, no entanto, a vacina da Coronavac ainda reque aprovação da Anvisa.

“Ingressei ontem com ação judicial no Supremo. Objetivo é que estados possam adquirir diretamente vacinas contra o coronavírus autorizadas por Agências sanitárias dos Estados Unidos, União Europeia, Japão e China. Com isso, estados poderão atuar, se governo federal não quiser”, escreveu no Twitter.