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por Marcelo de Moraes

Disputa pela Câmara antecipa eleição de 2022

Cassia Miranda

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A articulação anti-Bolsonaro formada pelos partidos de esquerda, centro e centro-direita em torno de um sucessor para Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando da Câmara dos Deputados antecipa o desafio que estará presente na eleição de 2022.

O grupo está sendo chamado de União da Democracia e da Liberdade. Foto: Reprodução/Facebook

Muito se fala sobre a urgência da criação de uma frente ampla para enfrentar o presidente Jair Bolsonaro na busca pela reeleição. Neste sentido, o passo dado ontem pelo grupo de 11 partidos (DEM, PSDB, MDB, PT, PSL, PSB, PDT, Rede, Cidadania, PV e PCdoB) na direção apontada por Maia para derrotar Arthur Lira (PP-AL), que é apoiado pelo Planalto, mostra que, ainda que em um terreno mais controlado, é possível a união de agremiações e projetos completamente distintos em torno de um único objetivo: derrotar o bolsonarismo.

Ainda é cedo para dizer se essa união liderada por Maia será suficiente em 2021, mais cedo ainda para imaginar os resultados de uma possível articulação dessas mesmas forças anti-Bolsonaro em 2022. Contudo, em um ano como 2020, já é um bom sinal.