Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Divisão de bens e herdeiros entre o PSL e Bolsonaro

Equipe BR Político

Com o casamento com o PSL respirando por aparelhos, o presidente Jair Bolsonaro busca agora uma saída jurídica que o permita ficar com a guarda dos “filhos” e os bens da separação. E não é pouco dinheiro. O partido foi o mais votado nas eleições de 2018, e por isso terá, na próxima campanha, a maior fatia dos fundos públicos usados para financiar candidaturas – estimada em R$ 400 milhões.

A equação jurídica que Bolsonaro precisa resolver é a seguinte: como deixar o partido sem que parlamentares de seu grupo percam mandato por infidelidade partidária e que ao migrar com ele para uma nova sigla levem os recursos do fundo partidário, segundo o Estadão.

Neste cenário, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Bolsonaro, têm conversado com dirigentes de outros partidos e avaliam que o melhor caminho seria a fusão partidária, uma vez que agiliza o processo por dispensar o recolhimento de assinaturas para a oficialização. Apesar de vários parlamentares do PSL já terem anunciado a ida para o Podemos, o destino de Bolsonaro, caso opte por abandonar o PSL, está mais encaminhado para ser o Patriota ou um novo partido, que se chamaria Conservadores.

A sigla está em construção e deve nascer sob o guarda-chuva da antiga União Democrática Nacional (UDN), extinta após o golpe militar de 1964. Presidente nacional do Patriota, Adilson Barroso já declarou seu interesse em ter Bolsonaro na legenda, mas vê a articulação com ressalvas.

“Se houver fusão, o próprio grupo do Bolsonaro escolherá o partido com o qual iremos nos fundir. O Bolsonaro está ciente de que o Patriota o ama. Estamos com ele desde que tinha 5% (de intenção de voto em pesquisas). Mas acho que, juridicamente, a fusão não é suficiente para permitir a entrada de políticos com mandato”, disse Barroso ao Globo.

Tudo o que sabemos sobre:

Jair BolsonaroPSLgovernopartido