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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: A difícil engenharia política do Renda Brasil

Marcelo de Moraes

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A equipe econômica está debruçada sobre as contas que serão necessárias para formatar o Renda Brasil, o novo programa social que o governo de Jair Bolsonaro lançará em substituição ao Bolsa Família. A ideia é que o valor pago seja de R$ 247, o que supera os cerca de R$ 190 atuais do Bolsa Família. A questão é que o cofre do governo não é um saco sem fundo e o plus dado ao Renda Família tem de sair de algum lugar. Por isso, além de usar os recursos do Orçamento e do Bolsa Família, será necessário acabar com alguns programas e benefícios sociais. É aí que a porca torce o rabo.

Pela proposta de Guedes, o Renda Brasil terá mais beneficiários que o Bolsa Família. Foto: Adriano Machado/Reuters

Embora esses repasses sejam considerados ineficientes pela equipe econômica, quem recebe, obviamente, não quer perder esses benefícios. E na mira do governo para serem extintos estão o Farmácia Popular, o Seguro-Defeso, o salário-familia e o abono salarial, entre outros. Num ano eleitoral, qualquer movimento mais brusco nesse campo costuma gerar ruído. Então, o governo vai precisar produzir uma engenharia política que elimine as resistências ao fim desses programas e libera essas fontes de recursos desejadas pela equipe econômica.

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