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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: A frigideira do governo nunca para de fritar

Marcelo de Moraes

Durante os seis primeiros meses de governo, uma prática se tornou usual no Planalto. Se um auxiliar de Jair Bolsonaro começa a trombar com o presidente e, especialmente, com seu núcleo mais próximo, começa a ser torrado na frigideira do governo até não resistir e sair. Já passaram por ela ministros outrora poderosos como Gustavo Bebianno, o general Santos Cruz e Vélez Rodríguez. Ainda no cargo, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é outro que já está na fase final de fritura.

O mais novo freguês da frigideira do governo é o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que começa a ter sua atuação criticada internamente, seja pelos problemas de articulação política, seja pela proximidade política com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Enquanto o Planalto adotar o método da fritura para lidar com o desempenho dos seus integrantes corre o risco de esturricar a própria imagem e passar longe dos resultados desejados. /Marcelo de Moraes