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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: A hora da pressão sobre a reforma

Marcelo de Moraes

Ninguém disse que seria fácil aprovar uma reforma da Previdência capaz de reestruturar significativamente seu funcionamento no País. Ainda mais numa proposta enviada por um governo que não quis construir uma base parlamentar de apoio e não perde uma chance de dar trombadas poíticas no grupo que tenta aprovar a reforma dentro do Congresso. Mas a construção que vem sendo conduzida na Câmara pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, pelo presidente da Comissão Especial, Marcelo Ramos, e pelo relator Samuel Moreira conseguiu colocar um texto bastante razoável em condições de começar a ser votado. A partir daí, porém, é que a porca torce o rabo e a reforma terá de superar suas maiores dificuldades.

Mesmo com concessões sendo feitas, as resistências contra a reforma se multiplicaram no momento em que a proposta está pronta para ser votada na Comissão Especial – o relatório de Moreira já foi lido. Categorias que se sentem prejudicadas – como a dos policiais e dos servidores públicos – pressionam para serem menos afetados pelas mudanças. E suas queixas encontram eco até em quem já deveria ter “blindado” seus ouvidos, como é o caso do presidente Jair Bolsonaro. Um grupo de parlamentares do Centrão e arredores ameaça não votar a reforma enquanto seus pleitos pessoais ou paroquiais não forem atendidos. Já a oposição se mobiliza para obstruir e tentar derrubar o texto, mesmo sabendo que o sistema previdenciário já explodiu e precisa de mudanças urgentes. Essas pressões já ameaçam o cronograma original da reforma, jogando sua aprovação para o segundo semestre. Mais do que nunca, será preciso sangue frio e habilidade política para driblar esses obstáculos e garantir a aprovação de uma reforma substancial. /Marcelo de Moraes

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