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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: A tragédia da desigualdade

Marcelo de Moraes

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O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) é uma tragédia nacional. Com mais de 100 milhões de pessoas vivendo com apenas R$ 413 mensais, segundo dados de 2018, não é possível falar em igualdade no País. Os números da pesquisa mostram que metade da população dispõe de parcos recursos para sobreviver e é difícil imaginar que essa situação vá melhorar rapidamente.

Não é a toa que decisões como pagar o 13º salário para o Bolsa Família ou permitir saque de até R$ 500 do FGTS (para aqueles que possuem emprego) acabam fazendo diferença e representam, pelo menos, algum tipo de alívio para aqueles que têm tão precárias fontes de recursos. Possivelmente, muita gente que vai receber esse dinheiro extra usará para pagar dívidas e tentar limpar o nome da praça em busca de mais créditos, numa repetição sem fim.

Os números são mais chocantes quando se olha os dados dos mais pobres. Hoje, existem 10,4 milhões de pessoas que recebe apenas R$ 51 mensais, por mês. Sim, mais de 10 milhões de brasileiros precisam fazer o mês durar com uma nota de R$ 50 e uma moedinha de R$ 1. Não passa perto do razoável.

Geração de empregos, racionalização dos gastos públicos, realização de reformas estruturantes, como previdenciária, administrativa e tributária são passos fundamentais para tentar mudar esse quadro. É preciso que o foco do governo mire a redução dessa desigualdade gigantesca, sob pena de manter presa na pobreza extrema uma parcela imensa de brasileiros. E, por consequência, pagar a conta política por não atacar esse problema.

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