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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Agronegócio cauteloso com propostas tributárias

Marcelo de Moraes

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O setor do agronegócio vem adotando a cautela diante das propostas apresentadas para a reforma tributária. A ideia de criação de uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para substituir PIS/Cofins, como deseja o governo, ainda é vista com muito cuidado pelo setor que teme o impacto da alíquota de 12%, inicialmente proposta pelo governo, nas suas cadeias produtivas.

Foto: Jonne Roriz/AE

Não foi à toa que o ministro da Economia, Paulo Guedes, participou ontem do Fórum da Cadeia Leiteira, organizado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O ministro tentou tranquilizar os representantes do setor, pedindo para que “não se assustem” com o valor da alíquota, lembrando que haverá deduções ao longo da cadeia de produção. Além disso, acenou com uma eventual redução se o valor da alíquota “for exagerada”.

Guedes sabe que a CBS só tem chance de avançar no Congresso se a bancada do agronegócio não estiver contrária à proposta. Por isso, fez o gesto para o setor e se colocou à disposição com sua equipe para dissipar dúvidas. O problema é que ainda há muita dúvidas entre os parlamentares da bancada sobre os efeitos que as mudanças tributárias poderão ter. É isso deixa claro que a discussão da reforma tributária, como de costume, será bastante complexa e de difícil aprovação.