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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: As farpas de Paulo Guedes

Marcelo de Moraes

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No debate de hoje com a Comissão Especial da Reforma Tributária, o ministro da Economia, Paulo Guedes, mostrou disposição para tentar construir uma proposta em conjunto com o Congresso. Mas não perdeu a chance de disparar farpas contra os opositores do seu principal interesse na discussão, que é a criação de um imposto sobre transações digitais, já apelidado de “nova CPMF”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Marcos Corrêa/PR

“Não podemos ter nenhuma sombra de absolutismo: nem acharem que o ministro pode impor um imposto à sociedade e nem acharem que podem proibir esse debate. Nem o ministro pode impor um imposto que a sociedade não quer e nem um relator, presidente da Câmara, Senado ou da República pode impedir que se debata qualquer imposto”, disse Guedes numa referência velada ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que já se declarou contrário à criação do novo imposto.

Guedes ainda tinha mais farpas para lançar nesse debate.

“Parece um imposto interditado. Parece que tem muita gente que não quer deixar suas digitais e interdita imposto sobre transações, escondido atrás do pobre. Não dá para o rico se esconder atrás do pobre falando que esse imposto é regressivo. Qualquer aumento de R$ 10 no Bolsa Família já compensa isso. O rico é quem mais faz transações, quem mais consome serviços digitais, de saúde, de educação, lancha, caviar e está isento”, provocou.

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