Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Aumento da luz e do gás vão para a conta política do presidente

Marcelo de Moraes

Depois da derrota da maioria dos candidatos que apoiou nas eleições municipais, Jair Bolsonaro já tem mais uma crise contratada. A subida do valor da conta de luz de dezembro, somado ao aumento em novembro (o nono no ano) do preço do gás atingem diretamente o bolso da população e a popularidade presencial. Para piorar, isso acontece no período em que o auxílio emergencial está perto de terminar. Bolsonaro pode até tentar se justificar, mas já sabe que o desgaste será forte.

Presidente Jair Bolsonaro em cerimônia de lançamento do Novo Crédito Habitacional para Assentados. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Não foi à toa que o presidente respondeu até a um internauta que reclamou do aumento da luz, que ganhou bandeira vermelha este mês, com a taxa indo para R$ 6,243 a mais para casa 100 kWh consumidos. “As represas estão em níveis baixíssimos. Se nada fizermos poderemos ter apagões. O período de chuvas, que deveriam começar em outubro, ainda não veio. Iniciamos também campanha contra o desperdício”, se justificou.

Por mais que Bolsonaro empurre agora o aumento para o risco de apagões, essa explicação só surgiu com a elevação do preço já valendo. Claro que o governo poderia ter alertado para o problema previamente, mas, com as campanhas eleitorais acontecendo, um assunto desgastante como aumento de conta de luz provocado pelo medo de apagões de energia é tudo que não se quer comentar num período de votações. Ainda mais com o drama do apagão de energia do Amapá bastante vivo na lembrança das pessoas. Agora, a conta chega salgada na casa das pessoas, mas seu custo político vai para o colo do presidente.

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