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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Brasil gera 121 mil empregos, mas políticos preferem ‘balbúrdia’

Marcelo de Moraes

Foram gerados 121.387 empregos com carteira assinada no mês de agosto. O resultado é o melhor para o mês desde 2013 e a notícia é uma das mais importantes do dia. Mas dificilmente você verá os políticos tratando desse assunto no Congresso. O jogo pela hegemonia das narrativas que hoje divide o mundo político se tornou mais importante do que a geração de postos de trabalhos, mesmo que essa seja uma agenda que interessa diretamente à população de um País que ainda tem quase 13 milhões de desempregados e outros tantos milhões subempregados.

Então, será mais fácil encontrar no Congresso governistas e oposição se atacando na discussão sobre o tom do discurso de Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU, ou lavajatistas esculhambando a derrubada dos vetos presidenciais (por maioria democrática) à Lei de Abuso de Autoridade ou tentando instalar a CPI da Lava Toga ou se matando na CPMI das Fake News. Não há dúvida que boa parte dos parlamentares prefere mesmo abraçar a “balbúrdia” a tentar entender o que pode ser feito para que a geração de emprego siga se multiplicando.

O que é uma pena, já que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) trazem informações importantes para entender a discussão.

Desde janeiro, o saldo de vagas ocupadas chegou a 593.467, o que também representa a melhor marca desde 2014. O setor de serviços puxou o resultado para cima, com a criação de 61.730 postos. Já o comércio registrou 23.626 novos empregados. O dado ruim vem da agricultura, que fechou 3.341 postos. Como o setor, normalmente, vai bem mesmo quando a crise é elevada, o resultado serve como alerta. Esse é o debate que governo e Congresso deveriam estar priorizando neste momento.

 

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