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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Brigalhada só enfraquece a direita

Marcelo de Moraes

Um dos principais fatores que determinaram a vitória de Jair Bolsonaro na eleição presidencial foi a capacidade que sua candidatura teve de agregar todas as forças conservadoras. Mesmo sem ter 100% de concordância com o que Bolsonaro falava, o voto antipetista acabou falando mais alto e se juntou para impedir um novo triunfo petista/lulista, representado naquela disputa por Fernando Haddad.

Por óbvio, era esperado que Bolsonaro percebesse que aquela aliança maciça das forças conservadoras era circunstancial. Logo depois da eleição, caberia a ele, com o prestígio da Presidência, transformar aquele apoio de ocasião numa aliança sólida, atraindo para seu lado esses grupos. Afinal, se sabia que muitos dos eleitores do PSDB, do DEM, ou de outros partidos importantes que não queriam o retorno do PT ao poder, logo depois da eleição correriam de volta para trabalhar seus próprios projetos de poder. Cabia ao novo governo ser capaz de atraí-los para uma aliança permanente.

Dez meses depois, já se sabe claramente que nada disso aconteceu. Pelo contrário. A falta de articulação política já espantou os aliados provisórios – os governadores João Dória (SP) e Wilson Witzel (RJ) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), entre tantos – derrubou parceiros importantes (os agora ex-ministros Gustavo Bebianno e Santos Cruz, por exemplo) e as divergências seguem a pleno vapor.

Além do interminável racha interno do PSL, partido ao qual Bolsonaro se filiou para disputar a eleição,  o pesado bate-boca pelas redes sociais entre o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, e o senador Major Olímpio (PSL-SP) é quase surreal. Duas vozes importantes da direita, Carlos e o Major se atacaram mutuamente, ampliando a crise de relacionamento entre as forças conservadoras do País. De longe, os adversários políticos assistem de camarote a brigalhada que só serve para fragilizar a direita.

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