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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Centro bota o bloco na rua

Marcelo de Moraes

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Com o lançamento do Aliança Pelo Brasil, no partido do presidente Jair Bolsonaro, e com a esquerda agitada pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, políticos que defendem uma alternativa política pelo Centro decidiram se mover. Um vídeo publicitário em defesa da política de Centro começou a circular pelas redes sociais e internet falando sobre as vantagens dessa opção. A peça, sem crédito, é ideia de políticos de partidos integrantes do Centrão e dá o claro recado de que o grupo não pretende olhar parado bolsonaristas e esquerdistas polarizarem o debate.

No vídeo, que fecha com o slogan “Centro, o Brasil em movimento”, a mensagem é que o equilíbrio é a melhor opção. “Pode ser histórico, cirúrgico ou comercial, pode ser educacional, acadêmico ou financeiro. Não é à toa que o banco dos bancos é o Central. O centro de gravidade é o que nos dá equilíbrio. E na física, o equilíbrio é a “condição de um sistema em que as forças que atuam sobre ele se compensam”, inicia a peça.

No vídeo são usadas imagens de Nelson Mandela e John Kennedy para enaltecer as opções mais equilibradas, e de Donald Trump, quando fala de extremos. “O centro é o que absorve as diferenças. Porque os extremos divergem. Mas o centro converge. Em nome da paz , da democracia e da liberdade para todos”.

E o contraponto aos extremos dá o tom da mensagem: “Os extremos pregam o monopólio de que a solução está de um só lado e é excludente. O Centro aceita o princípio de que a realidade é complexa demais para caber em monopólios e que, por isso, é preciso incluir. Incluir o que há de bom em cada extremo pra buscar no centro, a solução prática dos problemas. O centro não é a ausência de posições. É a ausência de preconceitos. E por não ter preconceitos o centro não se importa de onde uma ideia vem, mas para onde essa ideia leva. O centro busca ser um ponto de equilíbrio num país dividido. Buscar somar as partes pra formar um todo. Nem todos estão preparados para isso. Ocupar os extremos é mais confortável do que ter que dialogar e aceitar as diferenças. Difícil mesmo é livrar-se dos preconceitos e enxergar o mundo não como você acha que ele deva ser, mas ver o mundo como ele é. O centro tem um olhar privilegiado dos problemas e é por isso que é no centro onde eles se resolvem. Se você compartilha dessa visão de mundo e acredita que JUNTOS criamos as soluções, aguarde”, narra o locutor do anúncio.

Embora, ainda, não pretendam assumir isso abertamente, o nome preferido do grupo para disputar o Planalto é o do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas outras opções como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ou o apresentador Luciano Huck, estão no radar do grupo. Até porque todos reconhecem que, faltando cerca de três anos para a disputa presidencial, há muita água para passar debaixo dessa ponte.

O fato é que os defensores da candidatura de Centro avaliaram que não podem mais ficar de braços cruzados acompanhando o cenário político se consolidar em torno apenas de Bolsonaro e do candidato que Lula abençoar (já que ele segue inelegível). Para o grupo, há espaço para uma força política que se afaste do discurso radical. E o consenso é que o cenário político mudou nos últimos meses, exigindo que o grupo antecipe sua entrada em campo.

 

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