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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Dá para conciliar crise política com as reformas?

Marcelo de Moraes

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No início do ano, governo federal e cúpula do Congresso tinham um plano. Aprovar, ou pelo menos avançar, na tramitação das reformas tributária e administrativa, votar as três PECs enviadas pela equipe econômica (Emergencial, dos Fundos Constitucionais e do Pacto Federativo), além de aprovar a autonomia do Banco Central e concluir o novo marco do saneamento. Com o fim do Carnaval, os parlamentares voltaram hoje a trabalhar com um cenário de total incerteza e indefinição. A crise aberta pelo governo com o Congresso por causa da votação do veto presidencial a pontos do Orçamento impositivo azedou o relacionamento entre os Poderes e colocou a pauta de votações em completa dúvida.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, da República, Jair Bolsonaro, e do Senado, Davi Alcolumbre

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, da República, Jair Bolsonaro, e do Senado, Davi Alcolumbre Foto: Marcos Corrêa/PR

Está marcada para essa semana a primeira reunião da Comissão Mista que vai discutir a reforma tributária. Mas é difícil apostar em qualquer prognóstico sobre o tema enquanto o confronto entre Congresso e Executivo sobre as verbas do Orçamento não sair do radar. E mesmo que os dois lados se entendam nesse ponto, ainda existe a manifestação de protesto do dia 15 de março para acirrar mais os ânimos. Se essa crise política demorar a ser debelada, será cada vez mais difícil esperar pelo sucesso das reformas ainda este ano.