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por Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Desemprego e inflação sobem, mas governo prioriza balbúrdia

Marcelo de Moraes

Nos últimos dias, não faltaram notícias preocupantes na economia. Hoje, o IBGE divulgou o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), que aponta que a taxa de desemprego alcançou 14,4% no trimestre terminado em agosto. É a maior taxa já registrada pela série histórica da pesquisa, desde que ela foi iniciada em 2012.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Na semana passada, o IPCA-15 registrou um aumento de 0,94% no mês de outubro no índice de preços, puxado pelo aumento do custo dos alimentos. É a maior taxa desde dezembro e a maior para o mês de outubro desde que o levantamento começou.

Apesar de desemprego e inflação apresentarem esses dados preocupantes, o governo parece estar mais envolvido com disputas internas e com as balbúrdias de sempre, como as polêmicas sobre “privatização do SUS”, guerra da vacina contra a covid-19 e até mesmo com o Guaraná Jesus, símbolo maranhense.

Enquanto isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, expõe publicamente sua visão de que há, dentro do governo, um “ministro gastador”, que seria Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, contra um “que quer acabar com privilégios”, que é ele mesmo. Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reage contra os inacreditáveis cortes de recursos para o Ibama e ICMBio indo para cima do ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Ramos, a quem chamou de “Maria Fofoca”.

E que não se espere ajuda vinda dos lados do Congresso, onde as discussões de pautas fundamentais para a retomada da economia estão travadas pelo processo de disputa interna no Centrão pelo comando da Câmara. Nisso se incluem as reformas. O governo, que poderia tentar interromper a paralisia pressionando sua base, dá de ombros e deixa o pau cantar, enquanto as discussões vão sendo postergadas – entre elas, as medidas provisórias editadas pelo próprio Planalto.

Enquanto isso, os números mostram o tamanho do problema que representa o desemprego. Segundo o IBGE, “o número de desempregados atingiu 13,8 milhões, aumento de 8,5% frente ao trimestre anterior. São cerca de 1,1 milhão de pessoas a mais à procura de emprego frente ao trimestre encerrado em maio”.

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