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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Discurso pró-reforma é bom, complicado é conseguir voto

Marcelo de Moraes

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Na apresentação da proposta de reforma administrativa do governo, as falas dos integrantes da equipe econômica trouxeram dados que mostram como a máquina pública precisa ser atualizada para funcionar melhor. O problema é como transformar isso em apoio dentro do Congresso, num tema que enfrenta muita resistência política.

Coletiva “Nova Administração Pública” do Ministério da Economia Foto: Reprodução

Aliás, historicamente, o próprio Jair Bolsonaro jamais morreu de amores pela ideia, da mesma maneira que ocorreu na discussão previdenciária. Partiu dele o veto à inclusão dos atuais servidores na proposta de reforma. E esse é um ponto central para saber o que pode se esperar dessa reforma: o presidente e seus aliados do Centrão vão realmente se empenhar pela proposta? Ainda mais com o calendário eleitoral se aproximando?

Na apresentação, a equipe econômica trouxe o diagnóstico do que precisa ser mudado. “Hoje, temos mecanismos que deixam o gestor público refém de regras que não fazem mais o menor sentido nos dias de hoje. Estamos atrasados”, afirmou o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade.

“O País vem fechando sua conta no vermelho desde 2014. Gastamos mais do que arrecadamos. Isso cria uma situação de dívida cada vez maior. E a despesa com pessoal no governo federal só cresce. O gasto aumentou 145% nos últimos doze anos”, acrescentou secretário adjunto Gleisson Rubin.

E o secretário Caio Paes de Andrade confirmou a decisão de validar a proposta de reforma apenas para os futuros servidores. “Para a construção dessa PEC da reforma administrativa não mexeremos na estabilidade e nem mexeremos nos vencimentos dos servidores atuais. Respeitamos os contratos. O Estado tem contrato com esses servidores e eles serão mantidos”, disse.

Os partidos de oposição já anunciaram sua disposição de barrar a proposta. Mas existe forte resistência também de partidos mais próximos do governo Bolsonaro. É essa construção política que precisará ser feita para que a proposta tenha chance de avançar.

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