Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Do Marcelo: É melhor um pedaço da reforma tributária do que nada

Marcelo de Moraes

Quando parecia que a reforma tributária caminhava para a bacia das almas, o lugar do Congresso aonde penam os projetos sem consenso, um início de acordo começou a ser construído. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o líder do governo, Ricardo Barros, estão perto de fechar um acerto em torno apenas da criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que estabelece o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) unificando PIS/Cofins numa alíquota de 12%.

Se passa longe da discussão tributária necessária, o acerto representa ganhos políticos para seus articuladores. Tanto Maia como Barros poderão dizer que conseguiram fazer a reforma. Especialmente Maia, que transformou a agenda das reformas e melhoria no ambiente de negócios do País como uma de suas principais bandeiras. Se a votação sair, Maia deixaria o comando da Câmara tendo entregue as reformas previdenciária e tributária (ainda que enxuta),

Na verdade, Maia e Barros estão sendo pragmáticos. Fora da cadeira de presidente da Câmara a partir de fevereiro, Maia sabe que essa é sua única chance de votar pelo menos parte da reforma tributária e acrescentar o feito no currículo. Há três décadas, a discussão sobre a reforma tributária enfrenta um eterno conflito sem solução no Congresso, já que nenhuma parte admite abrir mão de seus ganhos nessa discussão.

Barros também sabe que Maia é o maior defensor das reformas dentro do Parlamento, com capacidade de agregar votos em torno de um assunto que dificilmente encontraria esse respaldo se o presidente da Câmara fosse outra. Até fevereiro, Maia pode colocar a proposta para votar e aprovar. E esse resultado já deve ter impacto imediato na economia.

Tudo o que sabemos sobre:

Do Marcelo