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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Em dois anos, importância da reforma amadureceu na sociedade

Marcelo de Moraes

Em maio de 2017, uma Comissão Especial da Câmara aprovou por 23 votos a 14 a proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo Temer. Era um texto muito mais modesto do que o aprovado nesta quinta, 4, pela Câmara. Além de ter fôlego fiscal mais limitado, não seguiu adiante, torpedeado pela falta de força política do governo Temer e pela resistência da opinião pública.

Dois anos depois, a proposta passou, agora, com mais tranquilidade (a Comissão tem mais membros do que em 2017, mas a vantagem foi acachapante, por 36 a 13). Houve duas mudanças importantes desde 2017 que garantiram essa situação. Martelada com a necessidade da reformulação do sistema previdenciário, a opinião pública diminuiu sua pressão contra os parlamentares para barrar a proposta. Obviamente, corporações seguem tentando defender suas vantagens, mas num espaço bem mais reduzido para operarem politicamente. A segunda mudança foi a liderança do Congresso nas negociações pela reforma. Com o Planalto tropeçando na sua articulação, coube aos deputados liderarem o processo de dentro da Casa em vez de esperarem pela condução do governo. Logicamente, a votação passou por apenas uma etapa e ainda há muito caminho pela frente. Inclusive, com a ameaça da aprovação de emendas que enfraquecem a proposta. Mas a reforma conseguiu atravessar com força significativa sua primeira etapa e passa a ter chances reais de ser efetivada. / Marcelo de Moraes

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