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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Em vez de fazer piada, governo devia cuidar do PIB de 2020

Marcelo de Moraes

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A reação de Jair Bolsonaro ao resultado do PIB do seu primeiro ano de governo talvez impressione mais até do que o minguado número de 1,1% de crescimento. Em vez de tratar do assunto seriamente e sinalizar com medidas que possam garantir um resultado mais robusto para este ano, o presidente preferiu desfilar com um humorista, seu imitador, na porta do Palácio da Alvorada e fazer piadas para a claque de sempre.

No mundo da economia real, não há piada. O risco do coronavírus sobre a economia global já afeta os mercados e traz mais dificuldades para o crescimento do Brasil. Ontem, o Banco Central anunciou, em nota oficial, que estava monitorando o efeito do coronavírus sobre a economia e abriu o caminho para que os juros sejam reduzidos novamente na próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), nos dias 17 e 18 de março. Tudo para tentar frear os danos na economia. É importante notar que hoje a cotação do dólar já bateu em R$ 4,55, em mais um dia de nervosismo no mercado.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também aumentou seu empenho pelo andamento e aprovação das reformas tributária e administrativa, chegando a fixar um prazo de 15 semanas para que elas possam ser aprovadas. E, hoje, o cenário para a aprovação das reformas é cada vez mais complicado dentro do Congresso.

Bolsonaro entregou no seu primeiro ano de governo um resultado para a economia pior do que Michel Temer, com todas as suas dificuldades, conseguiu entregar em 2017 e 2018. Por causa disso, 2020 passa a ser crucial para mostrar a que veio o seu governo.

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