Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Esquerda mostra a cara nas capitais no segundo turno

Marcelo de Moraes

Projeções feitas pelas últimas pesquisas indicam que os partidos de esquerda poderão terminar o segundo turno com um desempenho importante nas capitais. Além de já ter a vitória garantida em Recife (PSB e PT se enfrentam), as pesquisas mostram a esquerda liderando em Fortaleza, Belém, Maceió e Aracaju. Também estão em situação de empate técnico em Porto Alegre (com vantagem numérica) e em Vitória.

Em São Paulo, mesmo que as urnas confirmem a indicação das pesquisas e Guilherme Boulos (Psol) seja derrotado por Bruno Covas, o desempenho da esquerda na capital paulista já é superior ao de 2016 quando Fernando Haddad sequer chegou ao segundo turno. Além disso, Boulos se projeta como um nome forte da nova geração da esquerda.

O crescimento de Manuela D’ávila (PCdoB) na reta final em Porto Alegre também é uma novidade importante para a esquerda, que ficou de fora do segundo turno em 2016, quando o petista Raul Pont terminou em terceiro. As chances reais de Manuela vencer na capital gaúcha recolocam a esquerda como protagonista numa cidade onde governou quase seguidamente, de 1986 a 2016 – em 2009, José Fogaça, que fora eleito pelo PPS, se reelegeu pelo MDB.

Em 2016, a onda antipetista impulsionada pelos escândalos do petrolão e pelo impeachment de Dilma Rousseff derrubaram o desempenho do partido nas capitais. Tanto que o PT venceu apenas em Rio Branco, com Marcus Alexandre. Mas outros partidos de esquerda, em si, conseguiram vitórias importantes, como foi o caso de PDT, PSB, Psol e PCdoB. Os pedetistas terminaram 2016 com vitórias em Fortaleza, Aracaju e São Luís. Em 2020 caminham para conservar as duas primeiras.

Apesar desse quadro, não há dúvidas que o eleitorado ainda deu preferência nessa eleição para candidatos com perfil mais moderado de centro. Além disso, a esquerda teve um desempenho muito baixo em capitais importantes como Rio, Belo Horizonte, Salvador e Curitiba, por exemplo. Para o PT, em especial, o resultado de seus candidatos nessas capitais foi ruim. Mas a recuperação de patrimônio político que tinha sido perdido em cidades como Porto Alegre e São Paulo indicam um cenário melhor para as futuras disputas nacionais.

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