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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Fantasma de PIB pior que o da era Temer assombra o governo

Marcelo de Moraes

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O decepcionante resultado apresentado hoje pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou um recuo expressivo de 0,27% em dezembro. Assim, o IBC-Br fechou 2019 com um crescimento de 0,89%. Mais do que essa frustração, o resultado – que funciona como um tipo de prévia do PIB – indica que o crescimento do País no ano passado poderá ficar abaixo de 1%.

O ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro

O ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro Foto: Adriano Machado/Reuters

Se isso se confirmar, não apenas a economia do País seguirá na trajetória do crescimento quase insignificante, como o número poderá ser pior do que o apresentado nos dois anos inteiros em que Michel Temer governou o Brasil – em 2016, parte do governo foi de Dilma Rousseff.

Números que, aliás, foram baixíssimos. Mas que demonstram méritos diante do cenário desolador que o governo Temer herdou na economia. Em 2017, o PIB chegou a 1%, revertendo a trajetória de recessão econômica dos anos anteriores. A política de ajuste fiscal comandada pelo então ministro Henrique Meirelles serviu para inverter a curva rumo ao buraco que o Brasil vinha seguindo. Em 2018, porém, o PIB voltou a andar de lado, crescendo 1,1%.

Nesses dois anos com Temer, dois graves problemas pesaram para impedir a economia de deslanchar. Em 2017, o escândalo da JBS, com as gravações de Joesley Batista, inviabilizaram a reforma da Previdência e fizeram Temer se concentrar em derrubar o pedido de impeachment contra si. No ano seguinte, a greve dos caminhoneiros paralisou o Brasil, que quase entrou em colapso.

Agora, apesar da expectativa pelo impacto positivo da aprovação da reforma da Previdência e da adoção de um programa econômico de cunho extremamente liberal, a economia segue sem se aprumar. E o cenário de 2020 não parece mais promissor, com o impacto que o coronavírus poderá ter na economia mundial, além da dificuldade de aprovação das reformas tributária e administrativa.

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