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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Governo segue errando na articulação da reforma

Marcelo de Moraes

O governo parece ainda não ter entendido as dificuldades que tem pela frente para aprovar a reforma da Previdência. Depois de ter sofrido mais do que o previsto para fazer com que a proposta passasse na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (precisou ceder em quatro pontos), o governo parece ter achado que as fases seguintes de tramitação serão superadas de forma automática. A realidade, no entanto, é bem diferente. Hoje, o governo ainda não tem votos para aprovar a reforma. E é isso que precisa trabalhar para reverter.

Com cerca de 250 votos, o Centrão segue sendo a principal força política do Congresso e o governo, aparentemente, ainda não entendeu o tamanho do estrago que o grupo poderá produzir na reforma. Primeiro, os bolsonaristas atacaram o Centrão como um todo nas redes sociais, reagindo a uma fala desastrada do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), dando conta que o bloco ia desidratar a reforma para impedir a reeleição de Jair Bolsonaro. Depois, o governo criou um gabinete de inteligência da reforma para “explicar” a proposta aos deputados. Em entrevista à Rádio Eldorado, o líder do PP, Arthur Lira, (AL), disse que, assim, parece que o governo acha que os parlamentares “são neófitos” e não entendem o que está sendo discutido. Outra queixa dos deputados é que o governo cobra pressa e fixa prazos, como o primeiro semestre, para aprovar a reforma. É uma visão errada para os parlamentares, que entendem que a prioridade precisa ser a conquista dos votos que faltam e a preservação dos principais pontos da reforma. Sem essa arrumação da casa, o sofrimento enfrentado na CCJ periga só ampliar. /Marcelo de Moraes

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