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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Há um caldeirão político se formando em Brasília

Marcelo de Moraes

A pouco mais de uma semana do fim do recesso do Congresso e do Judiciário, existe um caldeirão político esquentando, rapidamente, no fogo de Brasília e que pode gerar um período de grande “balbúrdia” na capital, para usar uma expressão da moda. A descoberta de que cerca de mil autoridades foram hackeadas e que o conteúdo dessas conversas privadas pode estar dando sopa por aí é o pano de fundo de um período em que deverão ser discutidos e votados temas, por exemplo, como o segundo turno da reforma da Previdência na Câmara, o início do debate da reforma tributária, a análise da MP do FGTS, a instalação da CPI das Fake News, o desenrolar da CPI do BNDES, o julgamento pelo Supremo da possibilidade de dados do COAF e da Receita.

Achou pouco? Jogue no caldeirão também a discussão pelo Senado da indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixador do Brasil nos Estados Unidos e a promessa de uma manifestação organizada pela oposição com movimentos estudantis contra o plano de Educação lançado pelo governo. Com todos esses ingredientes, basta um movimento mais brusco ou uma frase mais enviesada – e no governo e no Congresso não faltam pessoas com essa habilidade – para que o ambiente político se deteriore de vez. E tudo isso pode acontecer em agosto, um mês em que a superstição recomenda tratar, preventivamente, com três batidas na madeira, para espantar seu mau agouro. Melhor bater seis vezes. / Marcelo de Moraes

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