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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Maia cobra agenda do governo para crise. Mas será que existe?

Marcelo de Moraes

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje que espera uma posição do governo sobre qual será a agenda para combater ou, pelo menos, reduzir o impacto da crise econômica internacional provocada pelo impacto do coronavírus e pela guerra pelo preço do petróleo entre árabes e russos. Mas a questão é: será que o governo tem essa agenda para apresentar? Até porque, nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro fez questão de minimizar o impacto do coronavírus, por exemplo. “Muito do que tem ali é mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propaga”, relativizou o presidente.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O efeito que o vírus tem causado sobre a economia internacional já vem sendo sentido desde o início do ano. No Brasil, o primeiro estrago que ele provocou aconteceu na quarta-feira de cinzas, quando a Bolsa caiu 7%, sua maior queda desde 2017. A Bolsa ainda continuou instável nos dias seguintes e a cotação do dólar chegou a subir por 12 dias seguidos. Até que a combinação do coronavírus com a guerra do petróleo derreteu os mercados no mundo inteiro e, claro, levou o Brasil junto. A queda de 12,17% da Bolsa foi a maior do século, perdendo apenas para a de setembro de 1998.

Hoje, os mercados começaram a se recuperar um pouco justamente pelo efeito da ação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou as providências que seu governo tomará para tentar reduzir o impacto da crise sobre a economia. É essa agenda que Maia está cobrando. Mas o risco é que o governo repita a defesa das reformas, mas continue sem mandar suas propostas sobre esse assunto, aumentando a vulnerabilidade do País.