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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Maia reivindica, com razão, êxito da reforma para o Congresso

Marcelo de Moraes

Desde o início do governo de Jair Bolsonaro, o Congresso foi alvo de ataques contundentes das redes de apoio do presidente. Xingados nas redes sociais de corruptos, chantagistas e incompetentes, os parlamentares, certamente, contribuíram para que essa imagem negativa se consolidasse nos últimos anos. Especialmente pela consolidação do toma lá, dá cá praticado em mão dupla com os governos anteriores no nefasto “Presidencialismo de Coalizão”. Agora, seis meses depois, foi o Congresso quem construiu politicamente a articulação necessária para que a reforma da Previdência pudesse estar perto de ser aprovada pelo plenário da Câmara. E a condução desse processo foi feita pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, justamente um dos maiores alvos das redes bolsonaristas.

Sem construir uma base de apoio formal dentro do Congresso, o governo teve o mérito de mandar uma proposta robusta, elaborada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, e organizado pelo Secretário de Previdência, Rogério Marinho. Mas foi só. Na maioria do tempo, o governo só provocou ruído e confusão na discussão. Maia e os líderes dos partidos defensores da reforma, especialmente os do Centrão, se organizaram para tornar a proposta palatável e garantir sua aprovação. Hoje, no seu podcast, Maia reivindicou a possível aprovação do texto para o trabalho de construção política feito pelo Congresso. E falou com todas a letras que não foi uma construção do governo. Está certo. Se não fosse essa costura e se dependesse da capacidade de articulação do Planalto, a reforma da Previdência, provavelmente, estaria paralisada na bacia das almas. /Marcelo de Moraes

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