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por Marcelo de Moraes

Do Marcelo: MEC recua de portaria, mas mostra que ala ideológica segue atuando

Marcelo de Moraes

Debaixo de uma saraivada de críticas, o Ministério da Educação decidiu desistir da portaria que estabelecia a volta das aulas presenciais nas universidades federais, a partir de janeiro. A pressão do setor e a contrariedade da opinião pública com a medida, ainda mais num momento em que a pandemia do coronavírus voltou a aumentar, fizeram o governo recuar em menos de 24 horas. A iniciativa também era apontada como inconstitucional. Mas a ação mostra que a ala ideológica bolsonarista segue tentando emplacar sua agenda nas prioridades do governo.

Milton Ribeiro, ministro da Educação. Foto: Isac Nobrega/PR

A ideia do retorno às aulas presenciais faz parte de uma espécie de pauta bolsonarista, que tenta minimizar o impacto da pandemia. Se dependesse de Jair Bolsonaro e de seus aliados mais ideológicos e radicais, não haveria restrições para as aulas. Por isso, o recuo do ministro Milton Ribeiro na proposta frustrou boa parte dos integrantes da ala ideológica.

Depois da derrota do último fim de semana nas eleições municipais, Jair Bolsonaro ainda não fez muita balbúrdia nas suas ações. Até porque o eleitorado deu um sinal claro de rejeição aos discursos e práticas eleitorais mais radicais ou extremistas. Se o MEC não desistisse da proposta, ampliaria o desgaste do governo. Mas, de qualquer maneira, isso mostra que a ala ideológica segue tentando influenciar nas propostas discutidas no Planalto.

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