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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Moro sobe o tom e Bolsonaro busca estratégia para se blindar

Marcelo de Moraes

Os bolsonaristas já começaram a rever suas estratégias para enfrentar o pesado desgaste político que o presidente Jair Bolsonaro deverá sofrer por conta das acusações feitas por Sérgio Moro. O depoimento de quase nove horas feito ontem pelo ex-ministro na Polícia Federal, em Curitiba, já era visto como uma declaração de guerra. Mas a informação de que Moro apresentou cópias de muitas trocas de mensagens com o presidente e com outros integrantes do governo para comprovar que Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF, foi recebido como um sinal de que a guerra será de proporções gigantescas.

Neste domingo, na sua primeira manifestação depois do depoimento, Moro avisou que “há lealdade maiores do que as pessoais”, dando o tom de que usará todas as evidências de que dispuser para mostrar que o presidente foi além do limite ao tentar interferir no comando da PF.

Por enquanto, a estratégia segue sendo desqualificar o ex-ministro para tentar minar sua credibilidas. Tanto que em menos de 24 horas foi chamado de “Judas” por Bolsonaro e de “espião” pelo deputado Eduardo Bolsonaro. O problema é que os bolsonaristas reconhecem que isso equivale a um tiro de estilingue numa guerra política em que Moro parece dispor de um poderoso arsenal. Por isso, o grupo político mais próximo do presidente já se reuniu ontem até o início da noite, no Palácio da Alvorada, e deve voltar a se encontrar hoje em busca de uma estratégia mais eficaz que sirva como escudo contra as denúncias de Moro.

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