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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Na queda do PIB, o pior ainda está por vir

Marcelo de Moraes

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A queda de 1,5% do PIB, registrada no primeiro trimestre, é, infelizmente, apenas o capítulo inicial do tombo histórico que a economia do País terá este ano. O recorte desse período pega apenas o início do impacto das medidas de combate ao coronavírus sobre a atividade econômica. O pior ainda está por vir.

Lojas fechadas na Rua 25 de Marços logo depois do início da quarentena em São Paulo

Lojas fechadas na Rua 25 de Marços logo depois do início da quarentena em São Paulo Foto: Tiago Queiroz/Estadão – 20/3/2020

Como registra o período que vai de janeiro a março, acaba contabilizando esse início de efeito do coronavírus apenas em algumas semanas de março. Ou seja, ainda aproveita o que seriam dois meses sem o problema (janeiro e fevereiro). O peso mais forte da crise virá com tudo na conta do PIB do segundo trimestre, que incluirá os dados da economia referentes a abril, maio e junho. São justamente os meses em que a pandemia se espalhou pelo Brasil com toda a sua força.

Com esse segundo trimestre já perdido, cabe ao governo tentar cuidar da parte final do ano para reduzir a quebradeira. Mas com a crise política se tornando um fator cada vez mais forte dentro do governo, executar essa tarefa se torna cada vez mais difícil. O mercado já calcula que o Brasil poderá ter uma queda do PIB, em 2020, em torno de 7%. Daí para cima. Um cenário histórico de encolhimento. E que pode piorar ainda mais dependendo dos rumos que o governo Bolsonaro decidir seguir.

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