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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Não adianta mudar o ministro se a bagunça continuar

Marcelo de Moraes

Até as pedras da Esplanada sabiam que Ricardo Vélez-Rodriguez já estava fazendo hora extra à frente do Ministério da Educação, mesmo tendo pouco mais de três meses no cargo. Sua falta de preparo administrativo, que levou a pasta ao caos interno, pesou mais do que sua capacidade inesgotável de dar declarações absurdas, como quando disse que “o brasileiro viajando é um canibal”. Bolsonaro o substituiu porque a Educação simplesmente entrou em colapso na sua gestão relâmpago. Nada funcionava e a Pasta se transformou numa briga encarniçada entre seguidores de Olavo de Carvalho, militares e discípulos do ministro pelo poder interno.

Por isso, a situação do Ministério só vai se resolver se a bagunça e as polêmicas cessarem. Só que, pela sua trajetória pública, o novo ministro, Abraham Weintraub, também possui perfil polemista e não parece acenar com a pacificação de um setor tão crucial para o País. E tudo o que o governo não precisa, nesse momento, é correr o risco de ter trocado seis por meia dúzia. /Marcelo de Moraes

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