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por Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Não vai dar para bater alto o bumbo do PIB

Marcelo de Moraes

Diante de todas as dificuldades que o Brasil vem enfrentando, não dá para achar ruim que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre tenha subido 7,7%. O problema é que não dá também para achar bom. A expectativa do mercado era que essa elevação fosse de 8,8%, ou seja, ficou em 1,1 ponto porcentual abaixo do esperado. E isso frustra quem esperava por uma retomada mais rápida da atividade econômica.

A Indústria cresceu 14,8% e os Serviços aumentaram 6,3%, enquanto a Agropecuária ficou em -0,5%. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Com a pandemia do coronavírus impactando decisivamente a economia, o PIB do trimestre anterior tinha sido um desastre porque, praticamente, tudo parou, com uma queda de 10,9%. Assim, com a retomada gradual da atividade na economia, o crescimento forte do PIB no terceiro trimestre já era garantido. O problema é que registrar um crescimento mais baixo do que o esperado indica que a recuperação ainda tem um ritmo mais lento do que se imaginava. E remete ao quadro pré-pandemia que há mostrava a dificuldade da economia para decolar de forma consistente.

Com uma série de problemas para administrar (dívida, risco de inflação, orçamento indefinido, reformas travadas, etc), o cenário ainda segue muito nebuloso e o ano deve fechar com uma queda de 4,5% no PIB. No mundo das narrativas, os governistas podem até tentar dar uma dourada na pílula e bater o bumbo pelo alto crescimento do PIB do terceiro trimestre. Mas no mundo da economia, o número abaixo do previsto acabou sendo frustrante.

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