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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Nova CPMF é tabu no Congresso

Marcelo de Moraes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a bater na tecla da criação de um imposto federal sobre transações financeiras, que repete os moldes da antiga CPMF. Para o ministro, o imposto tem grande capacidade de arrecadar e, em troca de sua aprovação, o governo poderia fazer “uma desoneração forte na folha de pagamentos”. Ele propõe que o imposto seja “baixinho”. Até aí, tudo bem. É jogo jogado de quem busca formas de arrecadação. Mas o ministro sabe que está mexendo num vespeiro ao defender que a mudança seja incluída na discussão da reforma tributária. Criar qualquer coisa parecida com a CPMF é vista como um tabu dentro do Congresso.

São raros os parlamentares que estão dispostos a aprovar a criação de algum imposto novo, por menor que seja, para seguir a ideia de Guedes. Pior: parlamentares do DEM consideram a extinção do imposto uma das maiores vitórias políticas de sua história. Quando lideraram o movimento para barrar a proposta, os líderes do Democratas consideraram que estavam impondo uma revanche contra o governo petista, especialmente porque o ex-presidente Lula defendeu que o partido fosse exterminado. Só para lembrar que hoje pertencem ao DEM os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. E, da mesma maneira em que a proposta de criação de um regime de capitalização foi rifada sem dó nem pena pelos deputados na discussão da reforma da Previdência, a nova CPMF deve trilhar o mesmo caminho se for mesmo enviada. Guedes chegou a ter uma trombada política pública com Maia quando a capitalização foi para o saco. Agora, a história ameaça se repetir com a CPMF. /Marcelo de Moraes

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