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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: O apetite do Centrão

Marcelo de Moraes

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Antes de Sérgio Moro deixar o Ministério da Justiça, parlamentares do Centrão negociavam seu apoio ao governo de Jair Bolsonaro topando aceitar cargos menos vultosos. O aceno com postos de segundo e terceiro escalões era visto com bons olhos e as ofertas eram consideradas atraentes.

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Gabriela Biló/Estadão

Com a queda de Moro e a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar sua denúncia, a crise se ampliou bastante. E o apetite de parlamentares do Centrão também. Agora, o governo já passou a ser cobrado para ceder também o controle de ministérios, secretarias-executivas, vice-presidências da Caixa, entre outros cargos de primeira linha, para garantir o apoio de que necessita para blindar Jair Bolsonaro contra um processo de impeachment.

Na mira estão cargos como os ministérios de Ciência e Tecnologia, Agricultura e o do Desenvolvimento Regional. Este último poderia entrar na roda de discussões já que seu titular, Rogério Marinho, entrou em rota de colisão com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Também poderá ser recriado o Ministério do Trabalho, para contemplar o PTB.

Depois da desastrosa fala do “e daí?”, dada como resposta pelo Brasil já ter ultrapassado a China em número oficial de mortos pelo coronavírus (5.017 contra 4.643), a crise deve aumentar mais ainda. E o tamanho dos pedidos também.

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