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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: O tombo gigante do PIB era certo, a questão é como se levantar

Marcelo de Moraes

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Não tem mágica, nem gogó que impeçam a queda de uma economia que já vinha mal das pernas e foi devastada pelo impacto do coronavírus. A queda do PIB de 9,7% no segundo trimestre sofreu com a pandemia, obviamente. Mas é importante lembrar que o Brasil já vinha de um primeiro trimestre com o PIB negativo por conta da economia capenga.    

Paulo Guedes em café da manhã que o presidente Jair Bolsonaro ofereceu a líderes do Congresso nesta terça. Foto: Marcos Corrêa/PR

E isso aponta para o grande problema que o governo vai ter de enfrentar: como fazer para recuperar a economia? Até porque a queda do PIB foi ainda pior do que o mercado calculava. Até agora, são poucos os sinais que indiquem otimismo nesse sentido.

Alguns dados revelados hoje pelo IBGE mostram as razões da queda do PIB do segundo trimestre. Houve quedas históricas de 12,3% na indústria e de 9,7% nos serviços.

O consumo das famílias também desmoronou, caindo em 12,5%. É certo que seria muito pior se o governo não tivesse pago o auxílio emergencial. Não foi à toa que o governo já anunciou hoje que prorrogará o benefício até o fim do ano, mas reduzindo seu valor pela metade. Como o custo mensal de bancar o auxílio de R$ 600 é de R$ 50 bilhões, o governo não tem como sustentar esse patamar. Mas a redução, certamente, pesará no consumo das famílias, mesmo com o governo confiando numa retomada de geração de empregos nos próximos meses.

Com o Brasil entrando oficialmente em recessão técnica – algo que não ocorria desde 2016, ano do impeachment de Dilma Rousseff – o desafio da recuperação econômica é imenso. E num momento em que o governo tem seu ministro da Economia, Paulo Guedes, sob pressão interna de uma ala que defende ampliação de gastos.

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