Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Pazuello foi para a frigideira de Bolsonaro

Marcelo de Moraes

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é o mais novo frequentador da frigideira política de Jair Bolsonaro. Depois de ter anunciado ontem que o Ministério da Saúde iria comprar 46 milhões de doses da Coronavac, o general passou a ser alvo de críticas fortíssimas dos bolsonaristas mais ideológicos, contrariados com a promessa da compra da “vacina chinesa”. E para o presidente, talvez, o mais grave tenha sido a negociação feita pelo ministro com o governador de São Paulo, João Doria, seu adversário político e a quem enxerga como um forte rival na disputa pelo Planalto em 2022.

Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello. REUTERS/Adriano Machado

O tom beligerante adotado hoje por Bolsonaro nas suas redes sociais para desmentir a compra da vacina mostra sua contrariedade com o anúncio feito pelo general. Chamando a Coronavac de “vacina chinesa de João Doria”, afirmou que “o povo brasileiro não será cobaia de ninguém”.

No meio da fritura, Pazuello corre, agora, o risco de ter destino idêntico ao de seus antecessores, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, que caíram por discordarem das opiniões de Bolsonaro sobre o coronavírus. Pazuello virou ministro justamente por se alinhar às posições do presidente. Agora, depois de contrariar o chefe, o general passa a ter futuro incerto.

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