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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: PEC paralela para inglês ver?

Marcelo de Moraes

O compromisso assumido nesta quinta, 29, pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, garantindo que a PEC paralela da reforma da Previdência será prioridade na pauta dos deputados, funciona como um alento para quem defende a proposta. Porque, na verdade, poucos parlamentares acreditam no andamento da PEC, que incluirá as mudanças que ficaram de fora da reforma para não atrasar sua tramitação. O compromisso foi selado para diminuir a resistência de senadores que já ameaçavam ficar contra a reforma, reclamando que o Senado se transformou num mero carimbador de projetos da Câmara, em nome da velocidade de aprovação. Hoje, o cenário é o seguinte: os senadores duvidam que a PEC paralela seja abraçada pelos deputados e estes não demonstram disposição de tratar dessa pauta.

Conversei com Maia e ele me disse que acha possível que a PEC paralela seja aprovada na Câmara. Ele se comprometeu em acelerar sua discussão e votação assim que ela tiver saído do Senado. Mas diz que não pode se comprometer com a aprovação do seu conteúdo. E é aí que surge outro nó político importante. A PEC poderá ter pontos altamente polêmicos, que enfrentam resistência já na sua largada no Senado. A questão de Estados e municípios já tem sua dificuldade fartamente conhecida. Mas outros pontos, como a oneração do agronegócio, também são considerados difíceis de serem aprovados.

 

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