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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Previsão realista do PIB mostra que começou a cair a ficha no governo

Marcelo de Moraes

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O governo fez hoje uma revisão da sua previsão para o crescimento do País este ano e a nova conta, claro, aponta para uma elevada queda do PIB, calculada em 4,70%. A estimativa feita pela equipe econômica, agora, se aproxima da realidade imposta pelo impacto causado pelo coronavírus em todo o mundo. E o resultado é muito diferente da previsão passada, que ainda apontava um super otimista crescimento de 0,02%. A ficha parece ter finalmente caído dentro do governo sobre o tamanho da crise. Mas o problema é que, mesmo com a equipe econômica já admitindo que haverá uma queda enorme do PIB, o resultado do Brasil para este ano poderá ser ainda pior.

Como escrevi ontem aqui no BRP, já existem outras estimativas que indicam uma queda na ordem de 7%. O JP Morgan, por exemplo, aposta nessa marca, revendo sua previsão anterior que falava em contração de 3,2%. Já o UBS, apontava, no final do mês passado, que o tombo do Brasil seria de 5,5%. Mas tinha feito um segundo cenário, em que avaliou que, se a economia brasileira enfrentasse maiores restrições, o PIB poderia ser negativo em 7,2%.

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida Foto: Dida Sampaio/Estadão

O fato de o governo começar a trabalhar com o cenário mais realista é importante. Não há pílula para se dourar diante do terrível impacto do coronavírus sobre a economia. E quanto melhor se entender a situação, maiores serão as condições para se lidar com uma crise de tamanho e condições inéditas.

Hoje, pelo Twitter, o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, já demonstrou que o governo (ou, pelo menos, alguns de seus integrantes) começa entender que uma nova realidade econômica se impôs. “O momento requer serenidade e prudência. Passo a passo, e com a graça de Deus, vamos sair mais fortes e unidos dessa crise”, escreveu Sachsida.

Serenidade e prudência deveriam ser adotadas, daqui para a frente, como lema por todo o governo para tratar da crise em todos os seus aspectos.

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