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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Primeiro PIB de Bolsonaro é pior que o último de Temer

Marcelo de Moraes

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Quando Jair Bolsonaro tomou posse em 2019, havia grande expectativa pela retomada rápida do crescimento econômico do País. Especialmente por conta da adoção de mais políticas liberais pela equipe liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pela possibilidade de aprovações das reformas. A previsão otimista é que o PIB de 2019 chegasse a pelo menos 2% ou 2,5%. Pouco mais de um ano depois, o cenário é completamente diferente com um PIB de 1,1% e crescimento muito baixo da economia.

Na prática, Bolsonaro entrega no seu primeiro ano um PIB inferior ao que o governo de Michel Temer terminou. Em 2018, o PIB chegou a 1,3%, mesmo com o governo do MDB enfrentando instabilidade política desde 2017, quando Temer precisou se defender do processo de impeachment por conta do chamado escândalo da JBS. E, em 2018, ainda precisou administrar o efeito pesado provocado pela greve dos caminhoneiros que paralisou o País. Agora, mesmo com a reforma da Previdência sendo aprovada, o PIB ficou em 1,1%.

O fraco resultado do PIB mostra que todas as confusões políticas que o governo promoveu – porque a oposição, presa à pauta única do Lula livre, praticamente inexistiu em 2019 – tiveram peso na dificuldade de retomada do crescimento. E o alerta é que, se isso não for controlado pelo governo, 2020 poderá apresentar um resultado pífio na economia próximo ao do ano passado. Focar nas reformas e em outras mudanças estruturais importantes deveria ser a agenda prioritária do governo. Mas, até agora, a balbúrdia política segue prevalecendo. Com o coronavírus ameaçando a economia mundial, o governo precisa, mais do que nunca, avaliar bem que prioridades deseja ter em prol da retomada da agenda do crescimento.

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