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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Recuo em benefício para igrejas fortalece discurso de Guedes

Marcelo de Moraes

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, já deve ter ficado rouco de tanto repetir seu discurso contra subsídios dados pelos governos para fortalecerem setores com dificuldades para andar com as próprias pernas. Em fevereiro do ano passado, por exemplo, o ministro disse em alto e bom som para empresários, em Brasília: “Todo mundo vem pedir subsídios, dinheiro para isso, dinheiro para aquilo. Eu falo: o que vocês podem fazer pelo Brasil? Quebraram o Brasil, quebraram o Brasil”.

Depois da gritaria geral contra a medida que estava sendo preparada para isentar templos religiosos do pagamento da conta de energia, Jair Bolsonaro decidiu recuar da sua decisão. Fez bem. É óbvio que a reação negativa ajudou na mudança de posição. Mas, se autorizasse a isenção, Bolsonaro enfraqueceria o discurso do ministro da Economia e, de quebra, ainda reabriria a fila de pedidos de setores em busca de uma mãozinha do governo e do dinheiro público para se fortalecerem. Como o próprio Bolsonaro citou, o Brasil parecia ter virado o país dos subsídios. Se continuar trilhando o caminho oposto, a economia pode lucrar com isso.

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