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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Se Maia pular fora, reforma pode implodir

Marcelo de Moraes

Os bolsonaristas podem até não gostar do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Mas se a reforma da Previdência tem, hoje, alguma chance de ser aprovada, isso se deve, principalmente, a sua atuação como articulador político da proposta. Com uma base de apoio completamente capenga dentro do Congresso e, muitas vezes, jogando contra seus próprios interesses com movimentos políticos desastrados, o governo depende mais do que nunca da capacidade de negociação de Maia para que o projeto não naufrague. É ele quem tem influência política para convencer grupos políticos importantes, como o Centrão, para apoiar essa votação. Sem ele, o governo passa a ter ao seu lado apenas a bancada do PSL, com 54 deputados. E, mesmo assim, nem lá terá unanimidade.

A irritação do presidente da Câmara com o Planalto não é à toa. Apesar de sua movimentação a favor da proposta, o governo tem tapado os olhos para a movimentação de grupos bolsonaristas contra Maia nas redes sociais, onde tem sido atacado e chamado, por exemplo, de achacador. O deputado decidiu avisar o ministro da Economia, Paulo Guedes, que não vai mais remar sozinho a favor da reforma. E o governo que se vire. Não custa lembrar que mexer com a Previdência já é um assunto dificílimo por si só, tamanhas as resistências ao tema. Perder aliados importantes nesse debate só torna essa batalha cada vez mais difícil. /Marcelo de Moraes

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