Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Sem reformas, Custo Brasil não baixa e empresas se mandam

Marcelo de Moraes

O pouco empenho do governo federal associado a um jogo de empurra de setores importantes do Congresso travaram o andamento da agenda de retomada do crescimento econômico. Nesse combo se incluem não apenas as reformas tributária e administrativa, mas outros itens que podem melhorar o ambiente de negócios no País e reduzir o chamado Custo Brasil.

Claro que a saída da Ford não se resume apenas a isso. Mas os agentes que poderiam movimentar essa agenda positiva para a economia simplesmente se desinteressaram. Sem interesse do Planalto, a discussão das reformas foi parar na bacia das almas do Congresso, aquele limbo por onde vagam sem destino os projetos abandonados.

A verdade é que o presidente Jair Bolsonaro tem se interessado bem mais pela agenda de costumes ou de projetos polêmicos, como o do voto impresso ou o do excludente de ilicitude. Essas pautas podem até atender uma fatia de seus eleitores, mas a economia gostaria de ver outras prioridades.

“A Fiesp tem alertado sobre a necessidade de se implementar uma agenda que reduza o custo Brasil, melhore o ambiente de negócios e aumente a competitividade dos produtos brasileiros. Isso não é apenas discurso. É a realidade enfrentada pelas empresas. A alta carga tributária brasileira faz diferença na hora da tomada de decisões”, diz a FIESP em nota.

“A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a decisão da Ford é um sinal de alerta para os governos federal, de estados e municípios, além do Congresso Nacional, sobre a necessidade de aprovar, com urgência, medidas para a redução do Custo Brasil. Entre elas, a reforma tributária se apresenta como a prioritária para a redução do principal entrave à competitividade do setor industrial brasileiro”, endossa a CNI.

O atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é defensor ferrenho da agenda das reformas. Foi decisivo na votação da previdenciária. Mas não conseguiu mobilizar o governo na tributária e administrativa. Sairá em menos de um mês do cargo e apoia o deputado Baleia Rossi para sua sucessão. Rossi é justamente o autor do projeto da reforma tributária que tramita na Câmara e quer sua votação. Mas o Planalto prefere remar em outra direção nesse caso. O presidente Bolsonaro quer eleger justamente seu adversário, Arthur Lira, que não tem o mesmo engajamento nessas pautas.

Tudo o que sabemos sobre:

Do MarceloFord