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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Do Marcelo: Sucesso na reforma põe Maia no jogo de 2022

Marcelo de Moraes

Ainda faltam mais de três anos para as eleições de 2022 – o que, na política, equivale a uma eternidade – mas, depois da aprovação da reforma da Previdência, é inegável que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, passou a ser um player nesse jogo. Principal responsável pela articulação política que garantiu a votação da principal pauta do governo, o deputado tem ganhado pontos importantes no tabuleiro da sucessão. A condução de uma agenda pró-crescimento econômico deu credibilidade a Maia, especialmente num cenário em que o presidente Jair Bolsonaro não construiu uma base de apoio dentro do Congresso. Se a equipe econômica teve o mérito de produzir uma proposta sólida para reformular o combalido sistema previdenciário nacional, foi Maia quem organizou a obtenção dos votos necessários. Com a reforma tributária, o deputado já iniciou construção política semelhante.

Mas isso garante votos? Dependerá das forças que desejem apoiar uma eventual candidatura de Maia ao Planalto. Dependerá, também, do seu apetite para encarar o desafio. Na única experiência que teve em termos de candidatura a um cargo no Executivo, Maia passou longe. Em 2012, concorreu à prefeitura do Rio, tendo como vice a deputada Clarissa Garotinho.  Maia teve apenas 95 328 votos (2,94% dos votos válidos) e viu Eduardo Paes ser reeleito já no primeiro turno. Mas, nesses sete anos, o presidente da Câmara conseguiu construir um patrimônio político que não tinha até então. Além disso, passou a se movimentar muito bem entre grupos políticos diversos, liderando o Centrão, mas tendo trânsito entre os partidos de esquerda. Obviamente, a construção de uma candidatura presidencial depende de muitos fatores. Mas, com a votação da reforma, Maia colocou seus primeiros tijolos. /Marcelo de Moraes

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