por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Dodge paralisou investigações contra Bolsonaro por 120 dias

Equipe BR Político

Enquanto se movimentava para se manter à frente da Procuradoria-Geral da República por mais dois anos, Raquel Dodge manteve paradas, durante quatro meses, investigações sobre o presidente Jair Bolsonaro referentes ao período em que ainda era deputado federal. Um dos inquéritos abertos contra o chefe do Executivo havia sido enviado pela Procuradoria Regional do Distrito Federal a Dodge em abril deste ano. Segundo a Folha, a procuradora só deu continuidade às apurações, enviando-as de volta à primeira instância, na terça-feira, 6, após seu nome ter se enfraquecido na disputa pelo cargo. Bolsonaro prometeu que o novo chefe do Ministério Público Federal será anunciado até sexta-feira, 16.

As investigações em questão referem-se a suspeitas de que o presidente, quando era parlamentar, utilizou funcionárias fantasmas em seu gabinete. Em resposta sobre a demora, a PGR afirma que o processo seguiu o “rito normal de funcionamento do setor”. “Os procedimentos foram inicialmente classificados considerando o grau de urgência e prioridade e depois entraram na ordem de análise, considerando a existência de outros casos que já aguardavam análise”.