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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Dog whistle’ sobre vacina atiça militância bolsonarista

Equipe BR Político

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Jair Bolsonaro soprou seu “dog whistle” na segunda-feira. E toda a tropa bolsonarista veio atrás. Dois dias depois que o presidente defendeu que a vacina contra o coronavírus não será obrigatória, a militância presidencial nas redes sociais transformou o tema em prioridade. E quem discorda é classificado como “inimigo”.

Nesta manhã, por exemplo, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) reforçou a posição do pai. “Toma a vacina quem quiser. Isso é liberdade. Não é o papai Estado que vai te impor decisões sobre sua vida (ao menos o Estado federal)”, disse. O “exemplo” de Eduardo é a revolta da Vacina de 1904, quando parte da população carioca se revoltou devido à vacinação obrigatória.

A defesa da posição do presidente também foi feita pelo vice-presidente Hamilton Mourão, e por figurinhas carimbadas da militância presidencial. O movimento anti-vacina, em especial contra a chinesa que está sendo testada em parceira com o governo de São Paulo, já vinha há algum tempo manifestando suas posições nas redes sociais.

Já Bolsonaro criticou a vacina chinesa em algumas ocasiões, mas não havia se posicionado contra a obrigatoriedade de qualquer vacina.

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