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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Dono da casa em Atibaia, Wassef já ‘representou’ Bolsonaro

Equipe BR Político

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A ordem no Palácio do Planalto é afastar Jair Bolsonaro do caso Queiroz, uma vez que o chefe do Planalto não é investigado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, como o é o filho Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), mas o presidente já admitiu que o advogado envolvido no caso, Frederick Wassef, trabalhou como seu defensor no caso Adélio. Wassef é dono do sítio em Atibaia onde Fabrício Queiroz se instalara até ser preso ontem. Em duas oportunidades, houve confirmação da relação de Wassef com Bolsonaro.

Frederick Wassef, advogado de Flavio Bolsonaro

Frederick Wassef, advogado de Flavio Bolsonaro Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A primeira delas foi numa das paradas diante dos seguidores na porta do Palácio da Alvorada, no dia 19 de dezembro, 24 horas depois da deflagração de uma operação MP-RJ para investigar o esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio.

“O senhor esteve aqui com o advogado ontem?”, indagou um repórter. “Estive. Ele é meu advogado no caso Adélio (Bispo, autor da facada contra Bolsonaro, na campanha eleitoral de 2018)”, respondeu o presidente. Bolsonaro havia se reunido com Wassef e com Flávio no Palácio da Alvorada, no dia 18 de dezembro – dia da operação.

A outra ocasião se deu quando o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que Wassef representava Bolsonaro.

Ontem, a primeira tentativa pública de desvincular o presidente de Wassef veio da advogada Karina Kufa, em nota. “O advogado Frederick Wassef não presta qualquer serviço advocatício em nenhuma ação em que seja parte o senhor Jair Messias Bolsonaro”, escreveu ela. No mesmo dia, Bolsonaro se reunira com seus ministros para tratar da crise ligada ao filho do presidente, passando recibo de que a prisão de Queiroz afeta o chefe do Executivo federal.