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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Doria diz que ‘não há caixa-preta’ em lista de jatinhos

Equipe BR Político

Após o BNDES incluir o nome do governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), na lista divulgada na noite de terça-feira, 20, dos 134 compradores que financiaram jatinhos da Embraer entre os anos de 2009 e 2014, o tucano afirmou nesta quarta, em coletiva de imprensa, que “o uso político do BNDES é tão condenável hoje quanto foi no passado, no governo do PT”. A divulgação dos nomes faz parte do mantra bolsonarista de “abrir a caixa-preta do BNDES”.  Em 2010, por meio da Doria Administração de Bens, o governador, que ainda não era nem prefeito de São Paulo, financiou uma aeronave de R$ 44 milhões. A lista inclui também os R$ 17 milhões liberados para empresa do apresentador de TV Luciano Huck, a Brisair, em 2010, e mais R$ 39,7 milhões, em 2009, para a JBS, denunciada na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O maior valor, de R$ 77 milhões, foi contratado em 2013 pela CB Air Taxi Aéreo, do empresário Michael Klein, das Casas Bahia, de acordo com o Broadcast Político.

Doria qualificou como “apelativo” o fato de seu nome e o do apresentador Luciano Huck terem recebido destaque na publicação da lista e defendeu que, no seu caso, a aquisição de jatos foi realizada totalmente de acordo com as regras. “E ainda classificaram isso como caixa-preta, não há caixa-preta alguma nisso, é um fato normal dentro do procedimento de um banco de financiamento”. Com a divulgação da lista, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, cumpre promessa feita pelo presidente Jair Bolsonaro na quinta-feira, 15, em transmissão ao vivo nas redes sociais. O presidente disse que revelaria quais eram os “amigos do rei” que compraram jatinhos com recursos do banco estatal. “O anúncio vai expor gente que está dizendo que estamos no último capítulo do fracasso”, disse o presidente, numa referência a Huck.